Temer e ministros são recebidos por Maia


Dia foi marcado por tentativas de Temer e de Maia de buscar para seus partidos deputados insatisfeitos do PSB. Segundo colunista do G1, objetivo do encontro é desfazer o mal-estar.
Temer entra na batalha pelo apoio de dissidentes do PSB
Portal G1 - Bernardo Caram

O pesidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), recebeu na noite desta terça-feira (18), na residência oficial, o presidente Michel Temer.
Também compareceram à reunião alguns ministros, entre os quais Mendonça Filho (Educação), Bruno de Araújo (Cidades), Antônio Imbassahy (Secretaria de Governo) e Moreira Franco (Secretaria-Geral), além do líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro (PP-PB).
Segundo a colunista do G1 Andréia Sadi, o encontro foi sugerido por Temer e o pedido do presidente foi levado a Maia por Mendonça Filho, deputado licenciado do DEM.
Ainda de acordo com a colunista, o objetivo de Temer é desfazer o mal-estar causado após a operação do Palácio do Planalto para dissuadir deputados do PSB de migrarem para o DEM.
Durante esta terça, Temer e Maia participaram de reuniões nas quais tentaram atrair deputados insatisfeitos do PSB para o PMDB e o DEM, respectivamente.
Esses parlamentares, cerca de 10, segundo a líder do partido, Tereza Cristina (MS), apoiam as reformas do governo, mas, como o PSB decidiu fazer oposição a Temer, a postura deles gerou tensão dentro da legenda. Por isso, diz Tereza Cristina, há conversas para eles se filiarem a outras legendas.
'Leal' a Temer
Em entrevista exibida nesta segunda-feira (17) pela GloboNews, Rodrigo Maia reafirmou ao jornalista Roberto D'Ávila ser "leal" ao presidente Michel Temer e disse que se coloca como opção para a Presidência somente em "duas ou três eleições".
Com base nas delações de executivos do grupo J&F, que controla a JBS, Temer foi denunciado ao Supremo Tribunal Federal pela Procuradoria Geral da República pelo crime de corrupção passiva. Mas o STF só poderá analisar a acusação se a Câmara autorizar (a votação está marcada para 2 de agosto).
Se a Câmara aprovar o prosseguimento da denúncia e a maioria dos ministros do Supremo aceitar a acusação do Ministério Público, Temer, então, se tornará réu e será afastado do mandato por até 180 dias. Durante o afastamento, como prevê a Constituição, Maia assume o comando do país interinamente.
"A longo prazo, é obvio que chegar onde cheguei já me coloca, daqui a duas, três eleições como uma alternativa [à Presidência], mas, a curto prazo, acho que a presidência da Câmara [dos Deputados] já me dá a possibilidade de realizações que eu nunca imaginei que eu pudesse realizar", disse Maia à GloboNews.
"Uma coisa é o presidente da Câmara, outra coisa é o deputado eleito pelo DEM que apoia o governo do presidente Michel Temer. Esse deputado será leal sempre. Agora, o presidente da Câmara vai ser o presidente da instituição e árbitro do jogo. Então, a minha distância do governo nesse momento e a Constituição e o Regimento da Casa são aqueles escritos que eu vou respeitar nesse processo", acrescentou.

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