SÃO PAULO (Folhapress) - Os candidatos à Presidência Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) travaram o duelo mais duro da campanha na noite de ontem em debate na Band. Marcado pela troca de acusações de ambas as partes, o debate virou embate não apenas porque foi o primeiro confronto que teve apenas os dois desde que o período eleitoral começou, mas também porque Dilma deixou a postura defensiva em que foi colocada nos últimos dias pela polêmica envolvendo o aborto e adotou uma postura combativa, atacando durante todo o tempo o adversário, que não deixou por menos e foi ao contra-ataque.
No quarto bloco, Serra chegou a comentar a ofensiva de Dilma. “Tenho que confessar que eu estou surpreso com essa agressividade, esse treinamento da Dilma Rousseff, que está se mostrando como é de verdade”, afirmou o tucano. Entre os temas das acusações estiveram questões polêmicas da campanha, como aborto, privatizações e escândalos na Casa Civil. Ainda no plano religioso que tem pautado o segundo turno, Serra colocou em dúvida a crença de Dilma em Deus. “Com relação a Deus a mesma coisa. Tem entrevistas em que você diz que não sabe se acredita, se não acredita”.
Adotando um tom mais agressivo do que em debates anteriores, Dilma acusou a mulher do oponente, Monica Serra, de usar o tema do aborto para caluniá-la. “Sua esposa, Monica Serra, eu vou dizer o que ela falou: a Dilma é a favor da morte de criancinhas. Isso é um absurdo”, disse ela no segundo bloco. Antes, no primeiro bloco, já havia tocado no assunto. “Acho gravíssimo a fala da sua senhora”., disse a petista. Serra não respondeu à acusação.
Ficha limpa
Dilma, que durante várias vezes acusou Serra de “tergiversar” sobre os assuntos que estavam sendo debatidos, disse que o adversário virou réu em uma denúncia em que é acusado de crime de calúnia e difamação e recomendou cautela ao tucano. “Você se cuida. Você está dando os primeiros passos pra entrar na (Lei da) Ficha Limpa”.
Casa Civil
Serra trouxe à baila o tema dos escândalos envolvendo a ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra. “Seu braço direito durante sete anos e três meses organizou um grande esquema de corrupção. Você [diz que] não tem nada a ver”.
Dilma, por sua vez, acusou Paulo Vieira de Souza, ex-diretor da Dersa (empresa de transportes do Estado de São Paulo), nomeado por tucanos, de roubar R$ 4 milhões da campanha de Serra. “Você deveria responder sobre seu assessor, que fugiu com R$ 4 milhões da sua campanha”.
Privatizações
Durante o segundo bloco, a candidata petista afirmou que Serra quer privatizar a extração do petróleo no pré-sal. “Isso é grave. Porque o pré-sal é e uma das riquezas mais importantes do país. Não é para o final da década, não. Defender a privatização significa tirar dinheiro do país pra investir em educação de qualidade, meio ambiente, cultura, ciência e tecnologia.”
Serra rebateu: “Vou reestatizar os Correios. Fortalecer Banco do brasil, Caixa Econômica Federal, BNDES”. Ele afirmou que falava em reestatização porque essas instituições federais “passaram a servir aos amigos e aos companheiros (petistas)”.
Dilma lembrou ainda que o tucano vendeu a Nossa Caixa, banco que pertencia ao governo paulista e que foi comprado pelo Banco do Brasil. Na réplica, Serra disse que ouviu dizer que a petista era contra porque daria dinheiro para o governo paulista investir.
Mais à frente, a petista voltou a atacar: “Ou se tem prova ou não se acusa as pessoas. Quando eu digo que ele privatizou, que o (ex-presidente) Fernando Henrique dizia que ele era o mais empenhado nas privatizações, é um fato histórico. O que eu falar, eu tenho como provar”.
Paulo Preto
Dilma disse que, como ela é questionada pelo caso Erenice, Serra deveria responder por Paulo Vieira de Souza. Conhecido como Paulo Preto, o ex-diretor da Dersa (estatal responsável por obras viárias) teria arrecadado, segundo a revista “IstoÉ’’, R$ 4 milhões que não teriam sido declarados pelo PSDB.
Aborto
Serra chamou Dilma de “duas caras’’, por já ter dito que é a favor da descriminalização do aborto e agora se dizer contra. Já a petista, disse que o tucano regulamentou a realização de abortos no SUS. A prática hoje é permitida em caso de estupro ou de risco à vida da mãe.
Monica Serra
Dilma criticou a mulher de Serra, Monica, por ter falado que a petista era “a favor da morte de criancinhas’’. Segundo a Agência Estado, Monica teria dito a frase a um eleitor ao acusar Dilma de ser a favor do aborto.
Professores
A petista disse que não se pode tratar professores “a cacetetes’’. O ataque se referia a confronto ocorrido durante protesto de professores em greve entre os manifestantes e a polícia de SP nas proximidades do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Patos no Caminho da Mudança!
Ramonilson Alves, Deputado Federal Eflain Filho, Benone Leão e Umberto Joubert. Por uma Patos Melhor!
-
Ambulância do município de Brejinho, estacionada em frente a U. M. M. R. S. , em São José do Egito, mostra a qualidade da saúde que o prefe...
-
O ex-candidato derrotado a vice-prefeito da cidade de Brejinho, sertão do pajeú, Manuel da carne(PTB), se vendeu ao atual prefeito daquele ...
-
Olá Benone, sou de Brejinho mas atualmente moro em Brasilia, fico feliz em colaborar com seu blog e também saber noticias no nosso sertão ...

Nenhum comentário:
Postar um comentário