quarta-feira, 6 de outubro de 2010

José Serra traça campanha com aliados

Empenhado em contribuir para o bom desempenho do presidenciável José Serra (PSDB) no segundo turno, o senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) teve longa conversa com o tucano ao telefone ontem. Desde a eleição, os dois não haviam trocado impressões ainda. O senador aproveitou para comunicar que o comitê da majoritária estadual já havia sido transformado num QG da campanha presidencial. Serra agradeceu o trabalho realizado no primeiro turno - mesmo tendo ficado em terceiro lugar, em Pernambuco, com apenas 17% dos votos -, e deixou acertado que ambos conversariam melhor, hoje, durante o encontro das lideranças que o apoiam, em Brasília, no centro de eventos Brasil 21. O espaço é o mesmo onde foi realizado o lançamento da candidatura de Serra. O ato, intitulado “Todos com Serra, todos pelo Barsil”, está marcado para as 15h. Para lá, devem ir aliados de vários estados.
Abordado no tucanato como uma reunião de trabalho, o evento servirá para que o ex-governador de São Paulo possa colher sugestões úteis à elaboração de novas estratégias. Além dos governadores eleitos, demais candidatos majoritários e parlamentares federais são aguardados, assim como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC).
Presidente nacional do PSDB, o senador Sérgio Guerra já projetou material de campanha “diferenciado” para esta nova etapa da disputa. Nas previsões do dirigente, “maior quantidade e menos diversidade” daqui para frente. Também está nos planos, a definição de coordenadores estaduais. O tucano prevê que essas decisões saiam “naturalmente ao longo da semana”.
APARTE
Ontem, Jarbas foi à tribuna do Senado apartear o senador Marco Maciel (DEM), que fez um discurso de despedida do parlamento. Sem se inibir pelos altos índices de popularidade do presidente Lula (PT), o peemedebista pediu, ao microfone, que ficasse registrado nos anais que o petista “agrediu” Maciel. Buscou reavivar o comportamento de Lula, em comício no Recife Antigo, grifando que ele dirigiu ao democrata “palavras grosseiras, chulas, impróprias, sem o mínimo de respeito a um parlamentar, ex-governador, ex-ministro, ex-vice-presidente da República, presidente da República”. A interpretação decorrente foi de que o primeiro turno mostrou “um presidente que se tornou chefe de uma facção”.
Jarbas deixou claro não ter se curvado em Pernambuco à alta popularidade do presidente. Informou ter denunciado em seu Estado “a boa convivência de Lula, do PT e da coligação que apoia a Sr. Dilma com a corrupção”. Lamentando mais uma vez o resultado das urnas para Maciel, Jarbas disse entender o momento atual como “menor, de incompreensão, de injustiças, mas é o povo, e temos que respeitar aquilo que o povo quer”.

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