Apoiar Aécio para 2018 seria "difícil", diz prefeito


O prefeito de Belo Horizonte e presidente da Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), Marcio Lacerda (PSB)
Folha de S.Paulo – José Marques
Prefeito de Belo Horizonte e uma das principais lideranças do PSB, Marcio Lacerda, 70, afirma que o partido tem que ter consciência de que "a crise econômica é grave" e precisa votar medidas de ajuste na economia "por mínimas que sejam".
Presidente da Frente Nacional dos Prefeitos, ele reclama que a discussão política "contaminada por 2018" pode prejudicar as cidades.
A sigla comanda o Ministério de Minas e Energia, mas alguns membros, como o governador Paulo Câmara (PE), têm demonstrado insatisfação com o governo federal.
À Folha Lacerda também nega que tenha tratado com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), sobre apoio em uma eventual disputa ao Planalto em 2018.
No entanto, "acha difícil" que o partido esteja ao lado do senador Aécio Neves (PSDB-MG). Aécio e Lacerda eram próximos, mas racharam porque cada um queria lançar candidato na capital mineira. Ambos acabaram derrotados por Alexandre Kalil (PHS), cujo slogan era "chega de político".
*
Folha - O PSB gaúcho se posicionou pela saída do governo Temer e o governador de Pernambuco demonstrou insatisfação. Qual sua posição?
Marcio Lacerda - Pessoalmente, muito antes do impeachment, eu disse que achava não ia resolver o problema do país porque um governo Temer teria dificuldades de credibilidade, de arregimentar forças para fazer as mudanças de que o país precisava. Depois, nas discussões sobre o PSB participar ou não do governo Temer, eu acompanhei a maioria, que dizia que não aceitaria o convite, mas havia uma posição entre os deputados de ter alguma posição em ministério para fazer política.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Crescem os riscos de Patos ficar totalmente sem água no ano que vem.

Maranata: empresa terceirizada tem lucros exorbitantes após ser contratada pela Prefeitura Municipal de Patos

Governador afaga PMDB de Patos e presenteia Grupo Mota com direção da Maternidade. Ricardo teria exigido nome de médico para o cargo