Levando na gozação


Renan Calheiros, curiosamente exibia bom humor. Quando alguém reclamou do cancelamento da festa de fim de ano, respondeu: “Me acusariam de fazer o último ‘Baile da Ilha Fiscal'”, disse, citando a derradeira festa da monarquia antes da Proclamação da República, em 1889. José Pimentel (PT-CE), o antigo líder de Dilma Rousseff no Congresso, também usou a crise para fazer galhofa: “O Tiririca errou. Pior do que estava ficou”.
A Advocacia-Geral da União chegou a discutir a possibilidade de apresentar, ela mesma, um mandado de segurança caso a decisão de Marco Aurélio não fosse pautada nesta quarta.
É unanimidade no governo a avaliação de que o Planalto está sempre um passo atrás da crise. Demorou para enviar a reforma da Previdência e ainda não apresentou ações de estímulo ao crescimento.
Era piada, mas virou preocupação real. Com Geddel Vieira Lima fora e o abatimento de Eliseu Padilha, Temer trafega pela crise praticamente sozinho.  (Painel - Folha de S.Paulo)

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