segunda-feira, 26 de junho de 2017

Alckmin quer indicar dirigentes, mas esbarra em Tasso


Grupo de Alckmin quer indicar novos dirigentes do PSDB, mas esbarra em lobby pró-Jereissati
Folha de S. Paulo - Por Painel

Já profundamente dividido sobre a aliança com o governo Michel Temer, o PSDB vive novo dilema, desta vez centrado na disputa pelo comando da legenda. Ala afeita ao governador Geraldo Alckmin (SP) defende que, com a derrocada de Aécio Neves (MG), caiba ao paulista indicar os dirigentes da sigla. Aliados de outros caciques, como José Serra (SP), defendem a manutenção de Tasso Jereissati (CE) na presidência. Têm, porém, um problema: o cearense diz que não quer ficar no posto.
Com o impasse, tucanos ligados a Serra e aliados de Aécio atuam para evitar que o partido convoque convenção para definir nova direção. Acham que, com o apoio do prefeito de São Paulo, João Doria, que está em alta, o grupo de Alckmin pode levar o comando da sigla.
O impasse entre aliados de Alckmin e Serra tem como pano de fundo a disputa de 2018. Com Aécio fora de jogo, o governador despontou como presidenciável da sigla, mas Serra, que diz ser cedo para falar em eleição, ainda não desistiu de concorrer ao Planalto.
Aliados do governador paulista no Congresso dizem, porém, que não há possibilidade de minimizar a participação dele na nova direção do PSDB. Para eles, é natural que Alckmin, apoiado por outros governadores, tome a dianteira do processo.


Enquanto tentam manobrar o grave caso de Aécio, tucanos se preparam para novo revés. Veem o governador Pedro Taques (MT) em situação cada vez mais delicada. Dois de seus secretários foram presos em operação que investiga grampos ilegais feitos com o aval do governo estadual.

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