Tucano diz que se Temer for absolvido no TSE a casa vai cair


Tucano diz que se Temer for absolvido no TSE a casa vai cair
 Num jogo a que tudo indica de cartas marcadas, os dois ministros indicados pelo presidente Michel Temer para compor o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Admar Gonzaga e Tarcísio Vieira, defenderam que a corte ignore as novas provas juntadas ao processo do PSDB que pede a cassação da chapa Dilma/Temer. Entre elas, depoimentos e materiais reunidos com base na delação premiada da Odebrecht e dos marqueteiros João Santana e Mônica Moura. Embora aliado de Michel Temer o atual presidente nacional do PSDB, Senador Tarso Jereissati disse essa semana em entrevista à Revista Ceará que se Temer for absolvido no TSE a casa vai cair para o Governo.

Tasso Jereissati: "Se o TSE absolver @micheltemer e @dilmarousseff, a casa cai”. Foi o que disse Jereissati: “Estou preocupado com esse novo roteiro do TSE". Gilmar Mendes, diz que em nome da estabilidade, se prepara para absolver a chapa.

Embora apenas Tarcísio tenha antecipado seu voto, o debate entre os ministros nesta manhã indica o placar, de quatro a três, a favor da exclusão das delações. Se isso ocorrer, o esvaziamento da denúncia abre caminho para a absolvição do presidente Michel Temer e da ex-presidente Dilma.

“Não se pode admitir que a ação inicial seja dilatada para alcançar fatos estranhos à petição inicial. [...] O meu voto é no sentido de acolher essa questão de extrapolação indevida do objetivo da demanda e propugnando pela exclusão do julgamento das provas produzidas a partir do dia 1º de março de 2017 porque não detém correlação com os fatos narrados”, concluiu Tarcísio.

Admar sinalizou que seguirá o mesmo caminho do colega ao dizer que levará em consideração apenas as doações oficiais, excluindo a parte que envolve fatos que tenham relação com a Odebrecht, referentes à prática de caixa dois.

Além dos dois novatos, também se pronunciaram nesse sentido os ministros Napoleão Nunes Maia e Gilmar Mendes, presidente da corte. Do outro lado, estão o relator, Herman Benjamin, e os ministros Rosa Weber e Luiz Fux, ambos do Supremo Tribunal Federal (STF), a exemplo de Gilmar. Os votos serão dados nesta tarde.


Redação com Revista Ceará

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