sexta-feira, 9 de junho de 2017

Eleições do Reino Unido têm recorde de mulheres eleitas


Do G1
Um número recorde de mulheres foram eleitas para ocupar assentos na Câmara dos Comuns nas eleições gerais do Reino Unido de ontem. Pelo menos 207 mulheres foram eleitas no pleito, que acabou mantendo a atual premiê, Theresa May, no cargo. O balanço ainda não está fechado, porque um distrito de Londres ainda não divulgou o resultado da sua votação, mas representa 32% do parlamento composto por mulheres.

Até a eleição desta semana, eram 196 mulheres que ocupavam assentos em Westminster - 191 eleitas em 2015 e outras cinco em eleições ou substituições subsequentes (as chamadas "by elections").

O partido com representatividade mais expressiva é o Trabalhista, com 45% do quadro ocupado por mulheres - 118 entre 261 representantes. Já no partido da premiê, o Conservador, 67 parlamentares são mulheres, em um total de 317 cadeiras.

Constance Markievicz foi a primeira mulher a ser eleita para o Parlamento, em 1918, após uma resolução permitir que as mulheres ocupassem vagas na Câmara dos Comuns. No entanto, ela não assumiu o cargo, pois era do partido nacionalista irlandês Sinn Féin, que se negava a jurar fidelidade ao rei.

A primeira mulher a assumir uma cadeira no Parlamento do Reino Unido foi a conservadora Nancy Astor, em 1919, após ser eleita em uma "by election".

Revés
Após se encontrar com a rainha Elizabeth II, May afirmou que vai formar um novo governo apesar do revés do Partido Conservador nas eleições legislativas. Em pronunciamento em frente a sua residência oficial, em Downing Street, ela anunciou ter conseguido o apoio do Partido Unionista Democrático da Irlanda do Norte para formar um governo de coalizão.

A votação, realizada na quinta-feira (8), que foi convocada por May, terminou com os conservadores à frente, porém com uma bancada menor. Os conservadores, liderados pela primeira-ministra britânica, tinham 330 assentos no Parlamento e conseguiram até agora 318. O Partido Unionista conseguiu 10 cadeiras e os trabalhistas, por sua vez, surpreenderam obtendo 261 assentos. Por volta de 10h (no Brasil) desta sexta, restava a definir apenas uma vaga.

Esse resultado obrigou os conservadores a formar uma coalizão para garantir a governabilidade. Com o novo aliado, May consegue o apoio 328 parlamentares, o que garantiria a sua governabilidade.

Após o fraco desempenho do Partido Conservador, May enfrentou pedidos para que renunciasse da parte do líder da oposição e sofreu a pressão de integrantes do seu partido, mas descartou a possibilidade de deixar o poder.

A premiê afirmou que pode confiar no parlamento e no apoio do Partido Unionista Democrático da Irlanda do Norte a quem chamou de "amigos". "Nossos dois partidos têm cultivado uma forte relação durante muitos anos. Isso me dá a confiança para acreditar que conseguiremos trabalhar juntos nos interesses de todo o Reino Unido."

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