Senadores têm regalias sem fim


    
     Por Gabriel Garcia
      Alvo de crítica da população, o Senado Federal oferece a seus parlamentares um cardápio variado de regalias. Cada senador tem direito à Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (CEAP), que pode chegar a R$ 45 mil por mês, a um exército de funcionários com rendimentos mensais de até R$ 22 mil, a despesas com paletó e a auxílio-moradia, entre outras benesses. Toda a regalia, custeada com dinheiro público, não leva em consideração o salário de R$ 33,7 mil.
Quanto à residência, os senadores que não ocupam apartamentos funcionais podem optar por um auxílio-moradia no valor mensal de R$ 5.500,00, com a finalidade de cobrir despesas com aluguel ou diária de hotel.
No total, 15 senadores receberam, no ano passado, auxílio-moradia. Ou seja, gasto mensal de R$ 82 mil com a despesa. No final do ano, o Senado pagou a bagatela de R$ 990 mil para hospedar essas 15 excelências.
Além desses parlamentares, outros 49 estão perfeitamente alojados em apartamentos funcionais na Asa Norte ou Asa Sul, bairros nobilíssimos de Brasília. Cada unidade custa, em média, R$ 2,2 milhões. Os 49 apartamentos, caso fossem vendidos, renderiam aos cofres públicos R$ 107,8 milhões.
O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), desfruta de uma mansão localizada no Lago Sul, outro bairro privilegiado da capital. Uma casa no local varia de R$ 4 milhões a R$ 20 milhões.
Para não sermos acusados de não falar das flores, um reduzido grupo de 16 senadores não recebe nem auxílio-moradia, nem imóvel funcional. Desses, três são do Distrito Federal: Antonio Reguffe (sem partido), Cristovam Buarque (PPS) e Hélio José (PMDB).
Em meio à crise econômica que desemprega 12 milhões de brasileiros, o Senado tem motivo de sobra para comemorar. Regalia não falta.

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