quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Passada a eleição, socialistas mostram a cara e defendem a volta da CPMF

Di iG
O governador reeleito de Pernambuco e presidente nacional do PSB, Eduardo Campos, defendeu hoje a volta da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Segundo ele, existe atualmente um subfinanciamento na ordem de R$ 51 bilhões ao ano na área da saúde. O governador eleito do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB), disse que vai "esperar uma reunião dos governadores com a presidenta eleita" para decidir sobre a volta do "imposto do cheque", como ficou conhecida a CPMF. "Se isso for feito (a volta da CPMF), tem que ser feito dentro da reforma tributária", afirmou. Segundo Casagrande, não é uma questão de dizer se é a favor ou contra. "Mas o fato é que a saúde precisa de mais dinheiro", completou.

Em sua primeira entrevista coletiva depois das eleições, Dilma disse ontem que vai se reunir com os governadores eleitos para discutir o tema. Já o governador reeleito do Ceará, Cid Gomes (PSB), defendeu a implantação da Contribuição Social para Saúde (CSS), que já passou pelo Senado e precisa ser aprovada pela Câmara. “Eu defendo que seja implantada a CSS já, agora, antes da posse da presidenta Dilma”, disse ele. No entanto, Cid Gomes enfatiza que a contribuição seja vinculada ao repasse automático aos Estados e municípios. “O que não pode é o dinheiro ficar nas mãos da união, e os Estados e os municípios fiquem com o pires na mão”.

Segundo ele, houve privilégios estabelecidos antes do governo Lula com relação à CPMF. Ele diz que em São Paulo, por exemplo, o repasse per capita era uma vez e meia maior do que o do Ceará. “Em São Paulo, 50% da população depende do SUS (Sistema Único de Saúde). Os outros 50% têm plano de saúde. Já no Ceará, 90% dependem do SUS, menos de 10% têm plano de saúde.”O governador eleito da Paraiba, Ricardo Coutinho (PSB), também defendeu a CPMF como mecanismo para financiar a saúde, mas ressalvou que a discussão ainda precisa ser feita entre a sociedade e o Congresso. "Alguém precisa financiar" admite. Sobre espaço do PSB no governo Dilma, ele avaliou como legitima a maior participação mas evitou dizer quais ministérios seriam alvo de cobiça. "Vamos deixar para a Executiva", afirmou.

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