terça-feira, 9 de novembro de 2010

A repercussão negativa sobre a recriação da CPMF preocupa o governador de Pernambuco, Eduardo Campos

A repercussão sobre a recriação da CPMF foi tão negativa que o governador Eduardo Campos (PSB), identificado em todo o país como o líder de um movimento nacional a favor da volta do imposto, foi obrigado a declarar, antes de viajar de férias para Espanha, que não está defendendo a volta do imposto e que a sua proposta é um amplo debate sobre a saúde com o objetido de encontrar uma saída para o subfinanciamento do SUS. Enfim, a preocupação do governador em conseguir mais recursos para a Saúde é tão grande quanto a preocupação com sua imagem política. E, antes que o estrago fosse maior, Eduardo refez seu discurso a favor do SUS excluindo definitivamente a sigla maldita da CPMF. Afinal, imposto é imposto. Desagrada às elites, aos pobres e à classe média. E o que o país menos esperava, ainda sob o impacto da vitória de Dilma Rousseff, era uma discussão sobre aumento da carga tributária. Dilma foi sábia quando, na sua primeira entrevista coletiva, deixou a cargo dos governadores a possibilidade de um movimento emtorno da recriação da CPMF para aumentar os recursos para a Saúde, que será prioridade em seu governo. E Eduardo, apressado, está pagando o pato. Agora é ficar atento para ver como é que Dilma vai fazer para abastecer o SUS sem tirar nada da classe média, que é onde os governos costumam cravar suas garras tributárias. DP,09/11/10

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