Sem comando, Ribeirão Preto vive caos


A prefeita de Ribeirão Preto, Dárcy Vera(PSD), deixa a sede da PF em Ribeirão após ser presa
Folha de S.Paulo - Marelo Toledo
Outrora símbolo do desenvolvimento econômico no interior paulista, Ribeirão Preto já foi conhecida como capital do café, da cultura e do agronegócio. Mas, nos últimos três meses, se destacou por um escândalo de corrupção que levou a prefeita à prisão, suspendeu mandatos na Câmara e deixou a cidade esfacelada no fim do mandato. Serviços essenciais, como saúde e limpeza urbana, estão prejudicados.
A cidade vive a pior epidemia de dengue da sua história, com 35 mil casos, e obras estão atrasadas em muitos bairros. Uma UPA (Unidade de Pronto-Atendimento) que deveria ter sido inaugurada há um ano está longe de começar a funcionar.
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), do Ministério Público paulista, afirma que fraudes em licitação na prefeitura somam R$ 203 milhões, mas o montante pode ser muito superior.
Só o pagamento de honorários advocatícios considerados irregulares –e que levou a prefeita Dárcy Vera (PSD) à prisão– lesou os cofres públicos em R$ 45 milhões, segundo a investigação.
"Há gente morrendo com atendimento ruim, mortes no trânsito. Tudo é reflexo do que se deixa de fazer. Muitos contratos já nasceram ilícitos", afirma o promotor Leonardo Romanelli, que coordena a operação sobre o caso, chamada Sevandija.
Hospitais filantrópicos têm valores a receber da prefeitura, assim como os servidores, que viram o 13º atrasar, e a Estre, que faz a coleta de lixo.

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