terça-feira, 25 de outubro de 2016

PEC 241: coquetel de Maia a Temer apara arestas


O presidente Michel Temer (esq.), ao cumprimentar o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) (dir.), durante coquetel (Foto: Reprodução/Twitter do Palácio do Planalto)
PEC 241, que limita gasto público, deve ser votada em 2º turno nesta terça.
Governo já começou a discutir calendário no Senado com Renan Calheiros.
Gustavo Garcia - Do G1, em Brasília
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), ofereceu na noite desta segunda-feira (24) um coquetel ao presidente da República, Michel Temer, a ministros e a deputados da base de apoio ao governo para articular a votação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que estabelece um limite para os gastos públicos.

Tida como prioridade pelo governo, a PEC já foi aprovada pela Câmara em primeiro turno, por 366 votos a 111, mas, para ir ao Senado, ainda precisa ser analisada em segundo turno. A votação está prevista para esta terça (25).
A PEC 241 prevê que os gastos da União (Executivo, Legislativo e Judiciário) só poderão crescer conforme a inflação do ano anterior.

O encontro na casa de Maia
Segundo a assessoria de Maia, estavam presentes ao coquetel mais de 200 deputados. Entre eles, o líder do governo na Câmara, André Moura (PSC-SE), o vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), e os deputados Rogério Rosso (PSD-DF), Paulinho da Força (Solidariedade-SP), Izalci Lucas (PSDB-DF), Marco Feliciano (PSC-SP) e Mauro Lopes (PMDB-MG).

Os ministros Henrique Meirelles (Fazenda), Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo), Mendonça Filho (Educação) e Osmar Terra (Desenvolvimento Social) também estiveram na reunião.

Enquanto o coquetel era oferecido na residência oficial da Câmara, um grupo formado por cerca de 20 pessoas, ligadas à Federação Nacional dos Servidores do Judiciário no Estados (Fenajud), protestava contra a PEC 241.

Pós-coquetel
Ao deixar o coquetel, o deputado Vanderlei Macris (PSDB-SP) comparou a reunião desta segunda a uma concentração para uma partida de futebol.

O ministro Osmar Terra, por sua vez, disse que o presidente Temer não discursou no coquetel, somente conversou individualmente e em grupos com os deputados, agradecendo o apoio à PEC.

"Foi mais uma reafirmação da base do governo. Não vai ter grandes problemas [na votação em segundo turno]. Não tem nenhuma dissidência, nem ninguém mudando de posição", afirmou.

Rogério Rosso, na saída, disse que Temer passou "de mesa em mesa", dialogando com deputados. Ele avaliou, ainda, que o placar do primeiro turno, com 366 votos a favor da OEC, deve se repetir na votação desta terça.

Rito no Senado
Embora a proposta ainda esteja em tramitação na Câmara, o governo já começou a discutir o rito que a PEC seguirá no Senado.

Na noite desta segunda, por exemplo, o presidente Michel Temer recebeu em seu gabinete no Palácio do Planalto o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), para discutir o cronograma.

Na semana passada, Renan já havia se reunido com os líderes partidários do Senado para discutir o calendário. Pelas datas acertadas no encontro, o texto será votado pelo plenário em primeiro turno em 29 de novembro e, em segundo turno, em 13 de dezembro.

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