Tempo esquentou entre ministro e indígenas


Ministro a cacique: "Não adianta elevar a voz. Eu não tenho medo de voz alta!" 
'Sofro pressões imensas' de parlamentares contrários aos índios, diz ministro da Justiça
Folha de S.Paulo – Rubens Valente
O ministro da Justiça, Torquato Jardim, disse a um grupo de guaranis da terra indígena Jaraguá em São Paulo nesta quarta-feira (30) durante audiência em seu gabinete em Brasília que tem sofrido "pressões imensas" de bancadas de parlamentares contrárias aos indígenas.
Os guaranis cobraram a revogação de uma portaria de Jardim do último dia 21 que revogou uma portaria ministerial anterior, de 2015, e retirou mais de 500 hectares da terra indígena na capital paulista, reduzida agora a apenas 1,7 hectare, onde vivem cerca de 700 indígenas.
Os índios tomaram nesta quarta-feira (30) a entrada do prédio do escritório da Presidência da República em São Paulo e a entrada do ministério em Brasília para pressionar pela revogação da portaria. Na reunião com Jardim, os índios disseram que a portaria que ele assinou é "genocida", "ilegal e inconstitucional" e impede que os índios continuem lutando na Justiça pela terra.
Com a portaria, o ministro abriu espaço para um plano de concessão à iniciativa privada do governo do Estado, que havia recorrido ao Judiciário para barrar a demarcação da terra indígena.
"Acho que o senhor deve uma explicação aos verdadeiros donos desta terra", disse um dos líderes guaranis, Karai Popyguá, no começo da reunião que foi gravada pelos indígenas. "Agora vem um fato inédito na história das demarcações de terra. Nós queremos saber por que o senhor foi o primeiro ministro a anular uma demarcação que já estava feita." 

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