Cid elegeu-se governador em 1958 após liderar uma campanha contra o Código Tributário

Coluna Fogo Cruzado 
Genro do empresário Edson Mororó, que fundou e fez crescer em Belo Jardim a fábrica de baterias Moura, o executivo Paulo Sales está com o nome posto na arena como possível candidato a governador em 2018 com apoio de parte do empresariado. Seria de fato muito bom que nossos empresários participassem mais da vida pública, como já ocorre em outros estados. Mas é importante também ter em mente que Pernambuco, historicamente, sempre elegeu políticos de classe média para gerir os seus destinos. É uma tradição que vem de longe (1946), incluindo os que foram eleitos diretamente pelo povo, indiretamente pela Assembleia Legislativa e os vices que concluíram o mandato dos titulares. Veja a lista: Barbosa Lima Sobrinho, Agamenon Magalhães, Etelvino Lins, Cordeiro de Farias, Cid Sampaio, Miguel Arraes, Paulo Guerra, Nilo Coelho, Eraldo Gueiros, Moura Cavalcanti, Marco Maciel, José Ramos, Roberto Magalhães, Gustavo Krause, Miguel Arraes (pós exílio), Carlos Wilson, Joaquim Francisco, Jarbas Vasconcelos, Mendonça Filho, Eduardo Campos, João Lyra Neto e Paulo Câmara. Nilo e João Lyra tinham vínculo com grupos empresariais, mas não chegaram ao poder por causa disto e sim por serem políticos. A exceção que confirma a regra foi Cid, que ganhou a eleição como empresário (1958) após liderar uma campanha contra o Código Tributário.

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