Perdeu-se a luz

       
       Por Gabriel Garcia
No auge da sua popularidade, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sacou da cartola nova modalidade de político, o poste. É aquele que nunca disputou uma eleição, mas foi bancado por capricho ou vaidade de quem o inventou. O maior triunfo aconteceu com a ex-presidente Dilma Rousseff, em 2010. Dilma, que nunca havia concorrido nem a grêmio estudantil, derrubou o atual ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB). Por capricho do destino, ela se tornou, em período de 25 anos, o segundo presidente a sofrer processo de impeachment.
Inebriado pelo sucesso de Dilma, Lula saiu acendendo vários postes nos estados e nos municípios. Nas cidades, ele conseguiu eleger Fernando Haddad (PT) prefeito de São Paulo, em 2012. Naquele ano, o partido venceu ainda em Rio Branco, Goiânia, João Pessoa e São Paulo, a maior do país. Na eleição de 2014, para governadores dos estados e do Distrito Federal, Lula se empenhou para eleger o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT) governador de São Paulo. Perdeu.
No Rio de Janeiro, o senador Lindbergh Farias (PT) nem passou para o segundo turno. Em Pernambuco, estado onde nasceu o ex-presidente, Lula se envolveu na campanha de Armando Monteiro para o governo. Venceu o poste do ex-governador Eduardo Campos, o ex-secretário Paulo Câmara (PSB). No Paraná, Lula foi o fiador da campanha da ex-ministra Gleisi Hoffman. Nova derrota. No Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT) caiu no primeiro turno.
A força de Lula só prevaleceu com Fernando Pimentel (PT), eleito em primeiro turno governador de Minas Gerais, reduto eleitoral de Aécio Neves (PSDB), e com Rui Costa (PT), na Bahia. Na eleição deste domingo, confirmadas as pesquisas, os candidatos de Lula em Fortaleza, Recife, Natal, Porto Velho e Porto Alegre sairão derrotados das urnas. Rio Branco será a única capital onde o PT pode ganhar, mas a fatura não pode ser colocada na conta de Lula. Ele sequer pisou na capital do Acre. Lula perdeu o brilho e seus postes estão apagados.

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