RC diz que nem todas as imposições de Temer serão atendidas pela PB: “A solução é política”

Durante solenidade de liberação de precatórios na Paraíba, na manhã desta quinta-feira (24), o governador Ricardo Coutinho (PSB) falou também sobre a crise política por que passa o país, e sinalizou que o Estado não atenderá a todas as imposições propostas pelo Governo Temer para poder receber os recursos da multa da repatriação.

Uma reunião nesta sexta-feira (25) entre os governadores do Nordeste deve analisar as propostas para que cada estado se adeque a sua realidade, sem subserviência ao Governo Federal.

“Devo ter uma reunião nesta sexta-feira com os governadores do Nordeste e nesta reunião vamos ter a oportunidade de debater algumas coisas. Os estados têm que preservar sua autonomia. Nós não podemos ter medidas que vem de cima para baixo. É claro que conter gastos nós já fazemos isso desde janeiro de 2011, e não tem como fazer na mesma medida de outros que não fizeram. É preciso separar as coisas”, ressaltou.

Ricardo disse que no encontro com Temer foi iniciada uma negociação, mas o martelo não foi batido.

“Eu acho que nós apenas começamos uma negociação política, que passa pelo presidente. Não é simplesmente uma negociação técnica, é uma negociação política e os estados e seus governadores compreendem isso e querem convergir no país para um conjunto de medidas que respeitem também as particularidades de cada federação. Provavelmente amanhã temos uma reunião com governadores do Nordeste. Depois com os governadores do Brasil. Não tem nada fechado. Na Paraíba vamos economizar o que seja possível. Não é novidade para ninguém. A solução é política. Não podemos pegar um secretário ou ministro e achar que vamos resolver isso de uma hora para outra. A Paraíba vai contribuir para que o país possa sair dessa situação, mas dentro da sua realidade. É preciso ter a capacidade de olhar adiante e de convergir, mas essa convergência não pode se dar em função de imposições”,arrematou.

O governador aproveitou ainda para alertar para a crise previdenciária que, segundo ele, tem um déficit anual de mais de R$ 1 bilhão.


“Temos que enfrentar a questão da previdência. O déficit na Paraíba chega a mais de R$ 1 bilhão. É mais que um canal Acauã-Araçagi por ano. É algo impagável. A cada ano cresce, porque você tem um aporte cada vez maior de funcionários para previdência, e consequentemente você precisa contratar mais. Portanto é uma conta que não vai fechar no Brasil. Agora ao mesmo tempo não adianta simplesmente aumentar uma alíquota, no valor que o governo federal acha que seja necessário sem um cálculo prévio. Têm estados que está acima de 14%. É preciso ter cuidado, porque nós da Paraíba sabemos como economizar, tanto é que conseguimos caminhar diferente da maioria dos Estados. Mas temos que ter atenção também com a parte social. Eu não vim governar para pagar folha. Eu tenho que ampliar como ampliei a rede hospitalar, melhorar a educação com qualidade de ensino, olhar para o estado como um todo, implantando estradas. Eu tenho que ter um compromisso mais amplo do que simplesmente pagar uma folha de pessoal”, asseverou.

PB Agora

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