JAIRO LIMA | Ao receber a notícia de que sua candidatura foi indeferida pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), ontem, o deputado federal Charles Lucena (PTB) demonstrou indignação. “A Lei do Ficha Limpa foi feita para pegar ladrão”, esbravejou o petebista, que estava participando do esforço concentrado da Câmara Federal, em Brasília. Lucena chegou ao Congresso Nacional ano passado, assumindo a vaga deixada pelo ex-governador Carlos Wilson Campos (morto em 2009). Ele reclamou da interpretação do pleno do TRE acerca do efeito retrativo do texto da Lei, que considera os últimos oito anos para validar ou não a candidatura dos postulantes. “O entendimento da Procuradoria foi equivocado”, acusou. O parlamentar também defendeu sua mãe, Malba Lucena. “Não devemos nada à Justiça Eleitoral”, alertou. Para o deputado, a interpretação adotada não é uma exclusividade da Justiça Eleitoral pernambucana. Mas Lucena fez comparações entre o TRE, Tribunal Superior Eleitoral e o Supremo Tribunal Federal, instâncias judiciais que já emitiram pareceres favoráveis à sua causa quando teve seu mandato pedido pelo quarto suplente da sua antiga coligação, Gilvan Costa. “Em vários lugares do Brasil, os TREs estão tomando esse entendimento. Vamos recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Sabemos que os tribunais de Brasília não sofrem tantas pressões e analisam de forma diferente”, afirmou. Em tom de desabafo, Charles Lucena disse não temer qualquer posição contrária do PTB. “O partido sabe que nossa questão é administrativa. Se estivesse sendo acusado de estelionato ou outro crime, seria diferente. Nosso caso é ilícito eleitoral, isso já passou. Os ministros do TSE têm bom senso”, acrescentou. Já o secretário-geral do PTB, José Humberto, não cogitou a possibilidade de qualquer atitude contrária ao deputado. “Fazemos parte da coligação Frente Popular, não somos apenas um partido agora, vamos ajudá-lo”, assegurou. |
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