Procurador-geral considera que acusações contra o ministro são graves

titular do Planejamento admitiu, em nota, ter utilizado jato particular em 2010
BRASÍLIA - O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou ontem que, “tal como postas na Imprensa”, as denúncias contra o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) “são graves”. Mas advertiu que é preciso ver “caso a caso” se existe “promiscuidade” nos episódios de autoridades públicas viajando em jatos particulares de empresários. “Eu acho que temos de ver caso a caso se efetivamente essa promiscuidade existe. Se a promiscuidade existir, efetivamente é indesejável, mas temos de analisar caso a caso pra ver se isso existe”, comentou à Imprensa o procurador-geral da República, após encontro com o vice-presidente, Michel Temer.
Segundo a última edição da revista “Época”, o ministro Paulo Bernardo (Comunicações) teria viajado em um jato particular de uma empresa que mantém negócios com o Governo. “O Ministério Público não pode se precipitar e formar o seu juízo a partir de notícias divulgadas pela Imprensa. Ele precisa, a partir dessas notícias, reunir elementos que permitam formar um juízo seguro a respeito”, afirmou Gurgel. Ontem, o Paulo Bernardo, em nota, que utilizou aeronaves de “várias empresas” no ano passado, mas que não se lembra os “prefixos e tipos, ou proprietários, dos aviões”.
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