Planalto monitora greve e cortará ponto de quem parar


Governo teme que manifestações contaminem tramitação de reformas no Congresso
O Estado de S.Paulo – Tânia Monteiro e Carla Araújo
O Palácio do Planalto está preocupado e monitora as mobilizações das diferentes categorias para a greve geral convocada por várias centrais sindicais para a próxima sexta-feira, 28. O governo estuda, inclusive, cortar o ponto dos grevistas. Ainda não há uma ideia do número de pessoas que irá às ruas nesta sexta-feira, 28, nem do tamanho das manifestações que poderão ser realizadas no Primeiro de Maio, na segunda, 1º.
Mas o governo teme que, a depender do tamanho dos protestos, haja um adiamento no calendário de discussão das reformas no Congresso. O Planalto quer evitar que a mobilização nas ruas incentive pessoas a virem para Brasília protestar contra as reformas trabalhista e da Previdência. Nesta terça, a comissão especial da Câmara aprovou por 27 votos a 10 o texto-base da mudança na CLT.
O Planalto estuda punir os grevistas do serviço público que faltarem ao trabalho na sexta. O Ministério do Planejamento está preparando uma determinação para que todos os ministérios cortem o ponto dos funcionários que faltarem ao trabalho no dia da greve geral.
Paralelamente, o Planalto ainda está tentando conversar com centrais sindicais para que elas não convoquem seus associados a aderir à paralisação. A ideia é tentar convencê-los de que a greve só servirá para reforçar o discurso do PT.
Para esta quarta-feira, uma nova reunião foi convocada com secretários-executivos e representantes de todos os ministérios. O encontro deve avaliar o tamanho da mobilização e os focos de paralisação dentro do poder público.
Um grupo de monitoramento será criado e relatórios serão preparados para serem apresentados ao presidente Michel Temer. A Secretaria de Segurança Pública do DF também montou um centro de acompanhamento. Já há decisão de governo para que a Esplanada dos Ministérios seja fechada na sexta-feira para evitar qualquer tipo de depredação aos prédios públicos.
As redes sociais estão sendo monitoradas, mas as adesões anunciadas podem não refletir a realidade nos dias de protesto. Somente as horas que antecedem os movimentos poderão dar uma dimensão da mobilização nas ruas.


O Planalto quer esperar as mobilizações para decidir se mantém a votação da reforma da Previdência na segunda semana de maio.  

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