Genro de Pedro Corrêa preso em nova fase da Lava Jato


Do G1/PE
A Polícia Federal em Pernambuco prendeu, na manhã de hoje, o genro do ex-deputado federal Pedro Corrêa, em mais uma fase da Operação Lava Jato. Laudo Aparecido Dalla Costa Ziani foi detido em um prédio localizado no Grande Recife.
Batizada de “Rio 40 graus”, a operação investiga um esquema de corrupção com pagamento de propina e desvio de dinheiro em obras do Rio de Janeiro. O ex-secretário municipal de obras do Rio, na gestão de Eduardo Paes, Alexandre Pinto foi preso por agentes na capital fluminense.
O desmembramento da Lava Jato chegou à prefeitura do Rio de Janeiro por meio de investigações de contratos na gestão de Paes. Os procuradores do Ministério Público Federal têm como base a delação da empreiteira Carioca Engenharia e diz respeito a casos de corrupção, com pagamento de propina e desvio nas obras do corredor de ônibus Transcarioca, que custou R$ 2 bilhões, e da drenagem de córregos da Bacia de Jacarepaguá.
Procurada, a PF em Pernambuco ainda não comentou qual seria a participação de Ziani no esquema criminoso. O genro de Pedro Corrêa foi preso em um prédio localizado na Avenida Bernardo Vieira de Melo, em Piedade, uma das principais vias de Jaboatão dos Guararapes, na Região Metropolitana do Recife.
Por telefone, Clóvis Corrêa, advogado de Pedro Corrêa, confirmou o parentesco do homem preso pela PF com o ex-deputado. Entretanto, afirmou que não o representa. Ao embarcar para o Rio de Janeiro, Ziani foi acompanhado pelo advogado Fábio Corrêa, que é filho do ex-deputado. Na cidade carioca, o preso será representado por outro advogado, ainda não informado.
"Foi decretada a prisão preventiva dele e ele vai pra o Rio onde corre o processo. Não temos maiores informações. Só podemos falar quando tivermos esses detalhes. A equipe da Polícia Federal foi cortês durante a abordagem e ele [ziani] cumpriu o determinado pela ordem judicial", pontuou Fábio Corrêa.
‘Rio 40 graus’
Ao todo, a operação cumpre 10 mandados de prisão, sendo 9 mandados no Rio e um em Pernambuco. Também há um mandado de condução coercitiva em São Paulo. Todos os mandados são expedidos pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ªVara Federal Criminal do Rio.
Alexandre Pinto foi preso em casa, em um condomínio da Taquara, na Zona Oeste do Rio. A casa do ex-secretário fica em um condomínio de luxo da região. A polícia também cumpre mandados em um condomínio no Pontal do Recreio, também na Zona Oeste da cidade.
A Lava Jato chega à prefeitura do Rio porque passa a investigar também não só a organização criminosa que, segundo os investigadores, era chefiada pelo ex-governador Sérgio Cabral, mas também a organização criminosa que teria ligações com o PMDB em todo o estado do Rio de Janeiro.
Entre os alvos da ação estão lobistas e fiscais da prefeitura responsáveis pelas obras. Essa é a primeira vez que a Lava Jato fluminense chega na esfera municipal. Os agentes também cumprem mandado em um condomínio de luxo em Camboinhas, na Região Oceânica de Niterói, e no bairro de Boa Viagem, em um prédio que fica em frente ao Museu de Arte Contemporânea (MAC), também em Niterói.
De acordo com o site da prefeitura, a história do ex-secretário Alexandre Pinto começou no governo municipal em 1987, quando ingressou nos quadros como diretor da Coordenadoria Geral de Conservação (CGC). Ele também foi presidente da Rio-Águas e subsecretário de Águas Municipais, até chegar à Secretaria de Obras, onde assumiu a secretaria no segundo semestre de 2009.
Pedro Corrêa
O ex-deputado é delator na Operação Lava Jato e está preso desde abril de 2015, no Paraná. Pedro Corrêa estava na carceragem da Superintendência da Polícia Federal (PF), em Curitiba.
Na Lava Jato, ele foi condenado a 20 anos de prisão por lavagem de dinheiro e corrupção. Ao condenar o ex-deputado, o juiz federal Sérgio Moro – responsável pelos processos da Operação Lava Jato na primeira instância – afirmou que Pedro Corrêa recebeu pelo menos R$ 11,7 milhões do esquema de corrupção.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Crescem os riscos de Patos ficar totalmente sem água no ano que vem.

Maranata: empresa terceirizada tem lucros exorbitantes após ser contratada pela Prefeitura Municipal de Patos

Governador afaga PMDB de Patos e presenteia Grupo Mota com direção da Maternidade. Ricardo teria exigido nome de médico para o cargo