Em mais um discurso em que lança duras críticas ao governo Lula, o senador Alvaro Dias (PSDB-PR) criticou a diplomacia brasileira durante seus dois mandatos por ter flertado com regimes ditatoriais e submetido o contribuinte a volumosos gastos com a abertura de embaixadas e consulados em países na África, Ásia e no Caribe sem a necessária contrapartida econômica e a existência de brasileiros em número suficiente que justificasse tal posicionamento.
Segundo Alvaro Dias, por trás dessas decisões diplomáticas estaria o desejo do governo brasileiro de obter assento no Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas.
-Foram abertas embaixadas em países que desrespeitam flagrantemente os direitos humanos e desprezam os valores democráticos. Isso é mais grave. Em nome do Brasil, país de tradições democráticas, homenageia-se países que desrespeitam os direitos humanos e desprezam os valores democráticos: Coréia do Norte, Sudão, Guiné Equatorial, entre outros - disse.
Entre os diversos equívocos cometidos pelo Itamaraty, Alvaro Dias citou o apoio ao neonazista egípcio Farouk Osni para ocupar vaga de diretor-geral da Unesco, em 2009, em vez de apoiar o brasileiro Mário de Almeida.
Da mesma forma, exemplificou o Brasil, disse o senador, fracassou em sua indicação do ex-ministro da Fazenda João Sayad para a presidência do Banco Interamericano em 2010, quando foi eleito o embaixador da Colômbia nos Estados Unidos, Luis Alberto Moreno.
- Proponho esta reflexão para imaginar quanto custa ao contribuinte a irresponsabilidade do governo brasileiro em matéria de política diplomática - insistiu.
Agência Senado

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