segunda-feira, 14 de março de 2011

Coerência, retidão e Infidelidade

Na criação do PDB (Partido Democrático Brasileiro), do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), estará sendo criada, na prática, a primeira janela formal da infidelidade. Assim, oposicionistas que hoje não resistem mais ao cheiro provocador da inhaca do poder já começam a ensaiar o pulo do gato. Fala-se na adesão de um punhado de democratas e tucanos, principalmente na Câmara dos Deputados. No Senado, não há mais oposição. A voz isolada tem sido a de Jarbas Vasconcelos, porque Roberto Requião (PR) e Luiz Henrique (SC) se abstiveram na votação do salário mínimo. Já Pedro Simon (RS) votou com o Governo. Requião, Henrique, Simon e Jarbas integram o chamado PMDB autêntico e independente. Nem mais autêntico nem também independente. Louvada a posição firme e coerente de Jarbas. Chamado pelo grupo a acompanhar o gesto de se ausentar do plenário ou votar com o governo, Jarbas disse não, foi ao plenário e votou contra o salário mínimo de R$ 545. Não espere outra postura do senador pernambucano. Será assim até o final do seu mandato. Da mesma forma como se comportou ao longo do segundo mandato de Lula. O adesismo tende a ser a ordem do dia no Congresso. Pegou Simon que parecia uma rocha, mas está longe de contagiar Jarbas, que pode ter todos os pecados, menos o da incoerência. É praticante da retidão na política.
Por Magno Martins

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