sexta-feira, 19 de maio de 2017

FHC é a voz do bom senso dentro e fora do PSDB



O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso continua sendo a voz do “bom senso” dentro e fora do PSDB, que necessariamente precisa ser ouvida em momentos de crise, como o atual, a fim de indicar caminhos para o Brasil.
Nesta quinta-feira (18), quando já se admitia a possibilidade de renúncia do presidente Michel Temer, FHC cobrou indiretamente dele esta “saída honrosa” para não agravar mais ainda a crise política. Por meio de um vídeo postado nas redes sociais, FHC disse o seguinte:
I- “É preciso saber com maior exatidão os fatos que afetaram tão profundamente nosso sistema político e causaram tanta indignação e decepção. É preciso dar publicidade às gravações e ao fundamento das acusações”.
II- “Os atingidos por elas têm o dever de se explicar e oferecer à opinião pública suas versões. Se as alegações de defesa não forem convincentes – e não basta argumentar, são necessárias evidências -, os implicados terão o dever moral de facilitar a solução, ainda que com gestos de renúncia”.
III- “O país tem pressa, não para salvar alguém ou estancar investigações. Pressa para ver na prática medidas econômico-sociais que deem segurança, emprego e tranquilidade aos brasileiros. E pressa, sobretudo, para restabelecer a moralidade nas instituições e na conduta dos homens públicos”.
Após a explosão da crise, o PSDB – que vivia atrás de um pretexto para afastar-se do governo Temer – foi o primeiro partido que teria se preparado para romper com o presidente, mesmo tendo o senador Aécio Neves igualmente envolvido no escândalo.
Seus ministros Bruno Araújo (Cidades), Aloysio Nunes (Relações Exteriores) e Antonio Imbassahy (Secretaria Geral da Presidência da República) teriam começado a se articular ainda no período da manhã para deixar o governo, em bloco.
Paralelamente a isto, a bancada do PSDB na Câmara Federal articulava o nome do deputado Carlos Sampaio (SP) para assumir interinamente a presidência nacional do partido em substituição ao senador Aécio Neves.
Carlos Sampaio é promotor de justiça licenciado, tem 54 anos de idade, já foi líder da bancada e teve um papel importante no processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff.

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