"Lava Jato é programa de Estado, não de governo"


O novo ministro da Justiça, Torquato Jardim, afirmou nesta quarta­feira (31), após tomar posse do cargo no Palácio do Planalto, que a operação Lava Jato é "programa de Estado, não de governo". Questionado, ele não confirmou se o diretor­geral da Polícia Federal, Leandro Daiello, permanecerá no comando da corporação.
"Em nenhum momento eu afirmei desconfiança ou intenção de inibir a Lava Jato. Basta olhar minhas entrevistas. [...] A Lava Jato é programa de Estado, não é mais coisa de governo. Nem de Ministério Público, nem do Judiciário, nem do Executivo. É um programa de Estado, é uma vontade de Estado e demanda da sociedade brasileira."
Segundo Jardim, é preciso não ter dúvida "nenhuma" quanto à continuidade da Lava Jato. O ministro ainda falou que se encontrará e conversará com os funcionários da PF antes de tomar qualquer decisão de mudanças.
"Vou conhecer, vou conversar, vou dialogar. No caso específico da Polícia Federal, dada a natureza da instituição, é ente da Constituição. O senhor presidente comentou há pouco que leio a Constituição. Li e reli para chegar ao Ministério da Justiça hoje", afirmou.
Em entrevista à imprensa, Torquato também negou ter sido nomeado pelo presidente Michel Temer por ter suposta influência junto ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que começa a julgar no dia 6 de junho pedido de cassação da chapa Dilma­Temer.
"A sugestão desfundamentada, absolutamente desfundamentada. Não sei de onde surgiu que viria para a Justiça influenciar o TSE. Se tivesse toda essa influência não assumiria a Justiça, estaria em um escritório de advocacia."
Questionado sobre a circunstância em que foi anunciado como ministro da Justiça, em pleno domingo (28), ele afirmou: "A minha decisão [em aceitar o ministério] foi rápida. Não foi convite, foi convocação".
Para Torquato, a garantia de meios necessários para a Polícia Federal passa pelo cumprimento da Constituição. "Como qualquer outro setor do ministério, vou conversar, vou conhecer. Dada a natureza da Polícia Federal, é ente da Constituição. Sua competência, seu desígnio está na Constituição. A garantia dos meios necessários para a Polícia Federal fazer sua função é cumprir a Constituição."


O ministro disse que a construção da democracia se dá por meio de conflitos. "Há conflito político? Há conflito político, mas a democracia se constrói por meio de conflito político. Então a democracia é o diálogo como meio de construção. Não tenho dificuldade nenhuma de conviver com conflito. Conflito faz bem e gera criatividade."

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