segunda-feira, 22 de maio de 2017

OAB vai entrar com pedido de impeachment


Depois de mais de sete horas de reunião, o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil decidiu, na noite do último sábado, aprovar o relatório que recomenda que a entidade ingresse com um pedido de impeachment contra o presidente Michel Temer, por 25 votos a 1. Cada voto representa a OAB de um estado ou do Distrito Federal. O Acre, ausente, não votou, e o Amapá votou contra o pedido de impeachment. Todos as outras unidades da federação votaram a favor do pedido.
Ex-presidente nacional da OAB, Cezar Britto defendeu a “consulta ao povo” como saída para a crise. Argumentou ainda que a análise do caso tem de ir além da perícia dos áudios e considerar o contexto. Ressaltou o fato de que até agora não foi desmentido que os que cometeram ilícitos agiram em nome do presidente. Britto também declarou que “é preciso reagir à delação premiadíssima”, e que o MP não pode devolver apenas parte do patrimônio desviado. Ainda nessa linha, ele argumentou que, nesta delação premiadíssima, devolve-se metade do que foi roubado e legaliza-se o resto.
Henri Clay Andrade, presidente da OAB-SE, declarou que é preciso “bater forte” na “farra da delação premiada”. E que o “prêmio” dado à JBS é um escândalo de grandes proporções. E que não vai haver estabilidade política se for eleito um presidente no conchavo de deputados e senadores.
Sem legitimidade
O presidente do Sindicato dos Advogados do Rio de Janeiro, Alvaro Quintão, comentou a situação política do presidente da República, Michel Temer. Segundo ele, “é necessário que o atual presidente renuncie ou seja afastado pelo impeachment”.
Para Alvaro Quintão, “é um governo sem legitimidade, sem voto e sem apoio da sociedade, representado por um presidente envolvido em escândalos de corrupção, e cercado por ministros e assessores igualmente envolvidos nestes escândalos, não possui condições se manter”.
– É necessário e urgente a realização de ” Eleições Diretas Já “, devolvendo ao povo o direito de escolher livremente seu novo Presidente da República, concluiu o presidente do Sindicato dos Advogados do Rio de Janeiro.

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