quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Jarbas Vasconcelos diz que adiamento da votação para quarta-feira foi sinal de que Senado queria melar resultado em favor de Dilma

Por Jamildo Melo

Um dia depois de o Senado, com a ajuda do presidente do STF Ricardo Lewandowski,, rasgar a Constituição e livrar a ex presidente Dilma da perda de direitos políticos, depois de confirmado em votação o afastamento em definitivo, o deputado federal e ex senador por Pernambuco Jarbas Vasconcelos (PMDB) afirmou, nesta quinta, que o indicativo de que o Senado Federal poderia beneficiar de alguma forma a ex ­presidente foi dado no momento em que a votação final do impeachment foi adiada para a quarta ­feira (31) de manhã.

“A votação poderia ter acontecido na sequência das discussões de terça, já que como ocorre de forma eletrônica não duraria sequer dez minutos. Foi muito estranho esse adiamento desnecessário. Ao deixar para o dia seguinte, se ganhou tempo para articular justamente o que foi decidido pelos senadores”, afirmou o deputado federal.

Segundo o parlamentar pernambucano, ao manter Dilma habilitada para ocupar funções públicas, com a possibilidade ainda em análise de ela participar de eleições futuras, se coloca em xeque a efetividade da Lei da Ficha Limpa.

“A lei da Ficha Limpa vem sofrendo inúmeros ataques ultimamente. Esta decisão do Senado pode ser mais um. A sociedade está atenta e não vai permitir isso”, disse acreditar.

“Além de representar um retrocesso e uma violação à Constituição do País, a decisão do Senado que ajudou Dilma vai beneficiar diretamente o deputado Eduardo Cunha, cujo mandato pode ser cassado pela Câmara dos Deputados no próximo dia 12. E é bom lembrar que o desmembramento da votação no Senado que ajudou a Dilma e vai ajudar Cunha é fruto de uma proposição da Rede, um partido que sempre cobrou uma punição severa para o ex­ presidente da Câmara”, diz.

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